
Os viticultores do Estreito de Câmara de Lobos foram homenageados, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia, que ficou marcada pela fé, pela tradição e pelo reconhecimento do trabalho de gerações, nesta que é uma das mais importantes actividades agrícolas da freguesia.
A primeira parte da programação contou com uma missa, à qual se seguiu um momento de convívio que reuniu viticultores, famílias, comunidade e diversas entidades locais. Foi então inaugurada a exposição ‘Rota Fotográfica Silêncio da Terra Vindima com História’, de Ricardo Azevedo, “dedicada aos viticultores e à viticultura, retratando o trabalho, a dedicação e a ligação profunda entre as pessoas e a terra, como valorização de uma atividade que faz parte integrante da história e da identidade do Estreito de Câmara de Lobos”.
A homenagem distinguiu cerca de 30 viticultores pela Junta de Freguesia, num gesto de reconhecimento pelo contributo que têm dado, ao longo dos anos e de gerações, à preservação da cultura da vinha e à manutenção da paisagem agrícola da freguesia.
O secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, destacou o papel fundamental dos viticultores na preservação da paisagem, da tradição e do património agrícola e cultural da Região. Nuno Maciel sublinhou que “homenagear os viticultores é reconhecer o trabalho, o esforço e a dedicação de homens e mulheres que, geração após geração, têm cuidado da terra e mantido viva uma atividade que é parte essencial da nossa identidade”.
Além disso, sublinhou a importância de continuar a criar condições para valorizar a viticultura e assegurar o futuro da actividade, defendendo que “preservar a vinha é também preservar a nossa paisagem, a nossa história e uma parte fundamental da identidade da Madeira”.