

A dificuldade em obter terrenos, seja através de expropriações ou da cedência dos proprietários, está a condicionar a criação de novos espaços de estacionamento em Santo António. O problema foi reconhecido esta tarde pelo presidente da Junta de Freguesia, Marcelo Gouveia, à margem das comemorações do Dia da Freguesia, numa altura em que estão a ser estudadas soluções para melhorar a mobilidade, sobretudo nas Zonas Altas.
“Problemas de terrenos, problemas que estamos a tentar resolver para que, efectivamente, consigamos, ou através de expropriação ou através de cedência, criar os espaços para que as pessoas vão parqueando nas Zonas Altas da freguesia”, explicou o autarca.
Marcelo Gouveia reconhece que Santo António precisa de “alguns ajustamentos” ao nível da mobilidade, começando pelas limitações da própria rede viária. Há arruamentos que, segundo explicou, não têm largura suficiente para permitir a circulação simultânea de duas viaturas.
Perante estes constrangimentos, a Junta já apresentou à Câmara Municipal do Funchal propostas para a criação de sentidos únicos em algumas vias, procurando aumentar a fluidez do trânsito e, simultaneamente, criar condições para introduzir passeios e melhorar a circulação pedonal.
No estacionamento, o presidente da Junta apontou como uma das respostas a criação de 34 lugares no Curral Velho, estando ainda a ser estudadas outras possibilidades, noutros sítios das Zonas Altas da freguesia. A concretização destas soluções, porém, está dependente da disponibilidade dos terrenos necessários.
Habitação domina pedidos à Junta
A par da mobilidade, a habitação surge como uma das maiores preocupações em Santo António. Marcelo Gouveia revelou aos jornalistas que, nos atendimentos que realiza à população, esta é mesmo a área que concentra a maior percentagem de pedidos que chegam à Junta.
Embora reconheça que a Junta “não tem capacidade de resolver a questão da habitação”, o presidente assegura que os problemas apresentados pelos residentes têm sido encaminhados para as entidades com competências nesta matéria, nomeadamente a Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM) e a empresa municipal SocioHabita.
Nos casos em que os problemas podem ser resolvidos nas casas onde as famílias já residem, Marcelo Gouveia garante que a Junta tem procurado intervir directamente, através de apoios à recuperação das habitações, desde que os imóveis estejam em conformidade com as exigências de legalização e com o Plano Director Municipal (PDM) do Funchal.
O autarca destacou, ainda, a articulação mantida com a Câmara Municipal do Funchal e com o Governo Regional, referindo a existência de intervenções previstas para Santo António em áreas que vão da habitação à rede viária.
Marcelo Gouveia, que tomou posse como presidente em Outubro do ano passado, fez um balanço positivo dos primeiros meses de mandato, no dia em que Santo António assinalou 407 anos de história. “Estamos a gerar projectos, estamos a criar novas dinâmicas que vão ao encontro dos interesses da população”, afirmou.
Durante as comemorações serão, também, apresentados estudos prévios para dois miradouros e um espaço lúdico e de convívio, em áreas actualmente pertencentes à Câmara Municipal e ao Governo Regional e que, segundo o presidente da Junta, deverão ficar futuramente sob a alçada da Junta de Freguesia.