
“Parte das verbas atribuídas aos eventos têm de chegar aos agricultores e aos pescadores de forma directa”, afirmou ontem o secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, na tomada de posse dos novos órgãos sociais da Casa do Povo da Ponta do Pargo, agora presidida pelo professor Paulo Velosa.
O governante destacou a importância de manter eventos que promovam os produtos mais típicos da Região, sublinhando o papel destas iniciativas na preservação das tradições e no impulso à economia local. No entanto, salientou que os apoios devem chegar em parte diretamente aos agricultores, nomeadamente através da entrega de árvores, fertilizantes ou utensílios.
“Os eventos não podem ser vistos como mais um arraial, têm de ter consequências para o agricultor e para o pescador”, frisou Nuno Maciel, numa intervenção que mereceu a concordância dos presentes na sala da Casa do Povo, onde decorreu a sessão de tomada de posse.
O secretário regional aproveitou para realçar a importância das Casas do Povo, em particular da Ponta do Pargo, agradecendo, em nome do Governo Regional, o trabalho e empenho desenvolvidos ao longo dos anos. “Fazem um trabalho diário fundamental, muitas vezes no anonimato e de forma voluntária, proporcionando mais qualidade de vida para todos. Somos parceiros e podem contar com meu empenho pessoal”, afirmou.
No Orçamento deste ano, o Governo Regional reservou 1,5 milhões de euros para assegurar o funcionamento das Casas do Povo, estando ainda previstos 350 mil euros para a realização de eventos que promovam os produtos regionais.
A cerimónia terminou com uma homenagem aos presidentes cessantes da Casa do Povo e com a entrega de certificados de formação em “Arranjos Florais”, promovida pela Secretaria Regional, através da Direção de Serviços da Ruralidade.