
Juvenal Rodrigues, que já desempenhou funções de presidente da Assembleia de Freguesia de Santa Maria Maior e que actualmente integra a mesma, pediu a sua desvinculação do PS. Na missiva enviada à presidente do PS-M, ao presidente do PS e ao secretário-geral do partido, afirma “não pactuar com discriminações e perseguições dentro do PS-M”.
“Isto é antidemocrático num partido que se arroga de ideologia democrática”, afirma. Aliás, Juvenal Rodrigues assume que o 23.º Congresso do partido, realizado a 10 e 11 de Janeiro, “deu para perceber que a nova liderança não acrescentará nada de novo às lacunas que o partido tem mantido e será uma continuação da anterior liderança, discriminação e perseguição aos militantes que tentam ajudar em detrimento das simpatias pessoais”.
“Os interesses pessoais, prevalecem e sobrepõem-se a quem tem vontade de ajudar e quem tem valor apresentando ideias e sugestões”, atira.
“A mesma falta de visão futura, a mesma falta de sensibilidade humana e política para com os militantes, a mesma falta de projecto futuro fazem antever um projecto sem futuro. fez-me compreender que a militância no PS-M é, e será sempre, uma luta inglória porque não é capaz de se reajustar e mudar de mentalidade. Por isso, em 50 anos foi sempre um perdedor e nunca será capaz de ganhar uma eleição regional”, afirma o militante que agora pede desvinculação.
Juvenal Rodrigues termina afirmando que se for convocado para a Assembleia Municipal do Funchal ou para a Assembleia de Freguesia, para onde foi eleito, marcará presença como independente.