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Casas de vinho devem valorizar viticultores, alerta Junta

13 Maio às 7:19

foto OD

 

Nos últimos três anos, o Governo aumentou o apoio à casta Negra Mole, reconhecendo o seu valor histórico e económico para a agricultura e para a identidade da Madeira e do Estreito de Câmara de Lobos. Em paralelo, a Câmara Municipal prepara a melhoria de caminhos agrícolas, com destaque para o Caminho da Vargem, criando melhores acessos e mais condições de trabalho para os agricultores.

Mas há uma realidade que não pode continuar a ser ignorada: as casas de vinho têm um papel determinante neste equilíbrio. Não basta valorizar o produto final e esquecer quem trabalha a vinha ao longo de todo o ano. É necessário que todos os intervenientes assumam responsabilidades claras, incluindo quem transforma e comercializa o vinho.

Sem viticultores respeitados e justamente remunerados, não há futuro para o Vinho Madeira.

“As casas de vinho têm aqui um papel determinante e inadiável: valorizar de forma mais justa e consistente quem trabalha a terra. Só com viticultores reconhecidos e devidamente remunerados se garante a continuidade e o futuro do Vinho Madeira”, afirma Alexandre Figueira.

O presidente da Junta de Freguesia do Estreito sublinha ainda que a perda de terrenos agrícolas destinados à vinha é a principal preocupação da equipa que lidera.

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Orlando Drumond
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