
O presidente da JP São Vicente e secretário-geral da JP Madeira, João Pedro Sousa, considerou “profundamente preocupante” a crise política instalada na Câmara Municipal de São Vicente, defendendo que o que está a acontecer no executivo representa “uma fratura política dentro da maioria que governa o concelho”.
Num comunicado, o dirigente refere que aguardou que toda a informação viesse a público antes de se pronunciar, por “sentido de responsabilidade e respeito pelos vicentinos”, mas entende que, perante os factos conhecidos, não podem faltar respostas claras aos vários intervenientes neste processo.
João Pedro Sousa sustenta que São Vicente não pode ficar refém “de disputas políticas, de conflitos internos ou de estratégias partidárias”, alertando que, quando quem foi eleito para governar entra em conflito, é a população que acaba por sofrer as consequências da instabilidade.
No comunicado, deixa perguntas diretas aos vereadores do Chega que votaram contra, questionando como justificam perante os eleitores o voto contra uma medida que integrava prioridades apresentadas ao concelho e que explicação dão agora aos vicentinos que confiaram nesse compromisso.
Ao presidente da Câmara, pergunta que condições existem neste momento para continuar a governar com estabilidade, que passos serão dados para impedir que os projetos importantes para o concelho fiquem parados e se existe margem para recompor a maioria ou procurar outro entendimento político.
João Pedro Sousa dirige-se ainda aos vereadores da oposição, questionando qual será a sua posição perante esta crise e se estarão disponíveis para contribuir para a estabilidade institucional do município.
O presidente da JP São Vicente considera que os vicentinos merecem “respostas claras, responsabilidade política e, acima de tudo, respeito pelo mandato que foi confiado pelos eleitores”, avisando que o concelho não pode perder tempo nem ver travadas medidas essenciais ao seu desenvolvimento económico e social.
“São Vicente precisa de liderança, de seriedade e de quem coloque os interesses do concelho acima de qualquer cálculo político”, conclui.